privacidade na internet

Era da Privacidade Digital: 4 Mudanças para se atentar

Na intenção de entender melhor o comportamento dos consumidores, empresas capturam uma grande quantidade de dados pessoais dos usuários online. A prática começou como meio de servir conteúdos personalizados. Entretanto, nos últimos anos, tornou-se suspeita para os usuários

Discussões e preocupações sobre a privacidade na internet têm se destacado.

Uma pesquisa da Wunderman Thompson Intelligence, realizada em 2019 nos EUA, revelou que:

  • 58% dos norte americanos estão preocupados com a segurança de suas informações pessoais. Este assunto está a frente da preocupação com o atual líder político nacional (52%); com a violência das armas (51%); com o custo de vida (47%) e com a qualidade da educação (45%);
  • 89% dos estadunidenses acham que as companhias adquirem os dados de maneira suspeita;
  • Somente 38% sentem que têm total controle sobre as suas informações e dados pessoais.

Esse levantamento está presente em um relatório da Wunderman que foi lançado recentemente. O estudo  aponta para o surgimento de uma nova fase da administração de dados digitais. Entramos na “Era da Privacidade Digital”

Era da Privacidade Digital: O que é e quando começou?

Segundo o relatório da Wunderman, a “Era da Privacidade Digital” marca a emergência de uma nova conduta em relação aos dados digitais. Essa mudança é uma resposta ao crescente desconforto dos usuários com a forma que suas informações pessoais são tratadas online. 

Sendo assim, neste novo cenário, há uma troca de valores por parte dos usuários. A identidade digital é reposicionada e, agora, equivale ao corpo físico. Isso impõe uma série de novas regras às marcas, que precisam estar atentas às seguintes questões:

1 – O valor dos dados

Conforme os consumidores começaram a perceber o valor dos seus comportamentos online, uma nova economia surgiu. Nessa estrutura, os dados digitais são o capital primário.

2 – Novas estruturas de negócios

À medida em que a privacidade na internet virou prioridade dos usuários, fez-se necessária uma nova diretriz de uso ético dos dados. Essas regras estão reestruturando fundamentalmente as indústrias e negócios.

3 – Dados íntimos 

Enquanto a presença de usuários online aumenta, a ideia dos dados como uma simples série de números se distancia. Em vez disso, os dados digitais começam a ser entendidos com um pilar profundamente pessoal da identidade individual

4 – Autocuidado digital

A preocupação com privacidade na internet é tamanha que pesa, também, no emocional dos usuários. Considerando a necessidade do autocuidado digital, marcas têm feito o redesign de produtos e plataformas. O intuito é pavimentar um caminho mais seguro e saudável para o uso de dados

O marketing digital, obviamente, não tem como passar ileso dessa discussão sobre privacidade na internet. Afinal, uma coisa tem tudo a ver com a outra

É preciso considerar o bem estar do usuário ao disponibilizar seus dados – afinal, sua empresa não quer ser taxada de inconveniente, né?

Daqui para frente, as estratégias de marketing online devem estar ainda mais atentas às questões de privacidade na internet. Não se atentar a isso, pode, inclusive, ter consequências legais a partir de agora. 

Avisos de atualizações nas políticas de privacidade de diversas redes sociais surgiram no final do mês passado. Muita gente ficou desconfiada dos comunicados, achando que era um novo golpe na praça, mas eles são reais.

As atualizações nas políticas de privacidade são decorrentes da Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet, que está para ser sancionada no Brasil ainda este mês. O projeto já foi aprovado pela Câmara e agora depende da confirmação do presidente. 

O que diz a Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet?

O grande princípio da Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet é o consentimento dos usuários. Os dados pessoais só poderão ser usados com a permissão deles. A legislação pretende dar mais transparência à coleta de dados pessoais por empresas e órgãos públicos.

Dados pessoais são definidos como informações que podem identificar alguém. Nome, endereço, e-mail e telefone são exemplos de dados pessoais. Existem, ainda, os dados sensíveis, que são a opinião política, a origem étnica e racial, a orientação sexual, entre outros. 

Também há o dado anonimizado, que foi oficializado pela Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet. Essas informações podem ser – e são – tratadas sem identificar os usuários que as forneceram. 

Conheça alguns pontos da nova Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet que mais afetam a área do marketing digital:

1 – Necessidade

As empresas só podem coletar as informações estritamente necessárias para o serviço que realizarão. Portanto, se um cliente se cadastrar para receber um e-book pelo e-mail, não tem porque solicitar o número de telefone. 

2 – Finalidade

Os dados coletados devem ter uma finalidade bem definida e não poderão ser usados para outros objetivos. Quando o usuário fornece o dado, ele deve saber exatamente para que aquela informação será utilizada.

Sendo assim, sua empresa não pode mandar e-mails marketing para aquele cliente que se cadastrou exclusivamente para receber o e-book.

3 – Transparência

Além de avisar ao usuário para quê a informação será usada, também é necessário informar sobre todo o tratamento do dado. Deve-se especificar quem são os responsáveis por eles e garantir o fácil acesso dos usuários – caso queira fazer alterações.

4 – Segurança

Estes responsáveis por tratar os dados devem protegê-los de acessos não autorizados. Logo, a prática de compartilhar dados pessoais com outras empresas é terminantemente proibida – além de muito mal vista pelos clientes. 

5 – Não discriminação

Segundo a Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet, as informações coletadas não podem servir para fins discriminatórios ou abusivos. Por exemplo, não é permitido cobrar mais caro em um produto dependendo da região do país.  

Tanto a Lei de Proteção de Dados Pessoais na Internet, quanto as atualizações nas políticas de privacidade das redes sociais, vieram em um momento muito importante da discussão sobre privacidade na era digital.

Os usuários estão cada vez mais preocupados com o uso dos seus dados pessoais na internet. Por isso, agora mais do que nunca, vale apelar para uma comunicação mais direta e honesta. Não sabe exatamente como fazer isso? Entre em contato conosco

*Trechos deste artigo foram retirados e traduzidos do texto “Welcome to The Privacy Era” da Wunderman Thompson Intelligence.

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